13 de ago de 2007

AES - Reflorestamento Ciliar e Créditos de Carbono - Reforestation and Credits of Carbon



Roberto do Nascimento

Após seis anos de estudo e investimentos que devem alcançar R$ 80 milhões, a empresa de energia AES Tietê deve aprovar na Organização das Nações Unidas o primeiro projeto de mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) para a restauração de florestas tropicais, dentro das normas do Protocolo de Quioto, que tem como principal meta reduzir a emissão de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global do clima. O trabalho tem importância fundamental porque o Brasil é considerado um dos principais poluidores do mundo por causa do desmatamento.

"Há duas formas de atacar o problema", afirma o diretor de gestão de meio ambiente e crédito de carbono da AES, Demóstenes Barbosa da Silva. "Podemos reduzir as emissões de gases de efeito estufa ou remover o carbono já estocado na atmosfera." Ao fazer a recuperação das matas conservando as características nativas, o projeto ataca nas duas frentes: coloca o Brasil na direção contrária à do desmatamento (e da emissão) e promove o reflorestamento (produzindo o sequestro de carbono).

As áreas que estão sendo cobertas de matas pela AES correspondem aos seus 10 mil hectares de ciliares de lagos e rios que alimentam suas usinas hidrelétricas, mas Silva acredita que o trabalho será um forte estímulo para que, num primeiro momento, proprietários rurais e agroindústrias vizinhas encampem o trabalho, e mais tarde outras empresas geradoras de energia e proprietários de áreas de florestas degradadas adotem a mesma metodologia.

De forma conservadora, os estudos indicam que o replantio vai retirar da atmosfera o equivalente a 3,2 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) ou seu equivalente em outros gases de efeito estufa da atmosfera. De acordo com o Protocolo de Quioto, esse processo de desenvolvimento sustentável dá à empresa o direito de emitir certificado por tonelada de emissão evitada. Esse certificado por ser vendido a países desenvolvidos que estão obrigados a reduzir suas emissões abaixo do que poluíam em 1990. Cada tonelada de CO2 evitada está cotada hoje em torno de 14 euros.

Numa conta simplificada, a AES poderá arrecadas com o projeto R$ 115 milhões. Embora o objetivo não seja um ganho financeiro, o MDL da empresa pode resultar numa receita que supera em quase 50% o investimento previsto. É o que os especialistas chamam de ganha-ganha. Há ganhos de imagem, de dinheiro e, principalmente, de melhoria do meio ambiente.

Fonte: DiárioNet
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Ciliary reforestation and Credits of Carbon

After six years of study and investments that should reach R$ 80 million, the company of energy AES Tietê should approve in the Organization of the United Nations the first project of mechanism of clean development (MDL) for the restoration of tropical forests, inside of the norms of the Protocol of Quioto, that he/she has as main goal to reduce the emission of greenhouse effect gases, that you/they provoke the global heating of the climate. The work has fundamental importance because Brazil is considered one of the main ones pollutant of the world because of the deforestation.

There are "two forms of attacking the problem", he/she affirms the director of environment administration and credit of carbon of AES, Demóstenes Barbosa of Silva. We can reduce the emissions of greenhouse effect gases or to remove the carbon already stocked in the atmosphere." When doing the recovery of the forests conserving the native characteristics, the project attacks in the two fronts: it puts Brazil in the direction contrary to the one of the deforestation (and of the emission) and it promotes the reforestation (producing the kidnapping of carbon).

The areas that are being covered with forests for AES correspond to their 10 thousand hectares of ciliary of lakes and rivers that feed their hydroelectric power stations, but Silva believes that the work will be a fort incentive so that, in a first moment, rural proprietors and neighboring agribusinesses annul the work, and later other generating companies of energy and proprietors of areas of degraded forests adopt the same methodology.

In a conservative way, the studies indicate that the replantio will remove of the atmosphere the equivalent to 3,2 million tons of carbon dioxide (CO2) or his/her equivalent one in other gases of greenhouse effect of the atmosphere. In agreement with the Protocol of Quioto, that process of maintainable development gives to the company the right of emitting certified by ton of avoided emission. That certified by being sold to countries developed that you/they are forced to reduce their emissions below what polluted in 1990. Each ton of avoided CO2 is quoted today around 14 euros.

In a simplified bill, AES will be able to collect with the project R$ 115 million. Although the objective is not a financial earnings, MDL of the company can result in an income that overcomes in almost 50% the foreseen investment. It is what the specialists call to have win-won. There are image earnings, of money and, mainly, of improvement of the environment.

Source: DiárioNet


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